sábado, 8 de maio de 2010

Crítica: Os Bravos Fora da Lei - 1999

Crítica: Os Bravos Fora da Lei
Por: Paulo Henrique Sernajoto – 08/05/2010

Há muito tempo não assistia um Western. Os Bravos Fora da Lei é uma produção recente, de 1999, com direção de Bill Corcoran. O elenco é composto de “velhos cowboys”, o que faz com que a ação no filme seja pouco frequente. Neste ponto eu faço uma interrogação: será que os cowboys do velho oeste viviam tanto assim?
Tobey Naylor foi um temido fora-da-lei que abandonou tudo para viver com seu filho Bryce e a esposa Sarah, numa isolada fazenda. Mas sua tranqüilidade e vida terminam quando seu ex-parceiro Holden volta, subitamente, e assassina-o.
Para vingar a morte do pai, Bryce une-se aos pistoleiros Lee e Torrance e descobre um terrível segredo: Tobey, Holden, Lee e Torrance foram parceiros no crime. Para limparem seus nomes, serviram à Guerra Civil. Apenas Holden não aceitou e foi mandado para a prisão, jurando vingar-se dos amigos que o abandonaram.
O filme tem boa fotografia, transmitindo o ar seco e castigante do velho oeste americano. As tomadas noturnas tem luz ambiente perfeita, facilitada pelas locações muito bem escolhidas e por um figurino bem produzido. No entanto, o filme todo é realizado com excessos de closes e estética de tevê. Ou seja, um derivativo típico (muito comum no cinema brasileiro pós-novela).
Curiosamente, o filme tem nativos americanos, mas esses são amigos. Não poderiam faltar também mexicanos e romances tanto para o jovem Bryce Naylor (Travis Tritt) como para Lee (Willie Nelson – ele mesmo, o veterano astro do Country Americano). Tem cidadelas de uma rua só. Tem diligencia levando famílias. Ou seja, todos os ingredientes do gênero.
A trilha é bem produzida. Tem um composição própria, sinfônica, estilosa. E tem o sucesso do country americano Willie Nelson. É daquelas trilhas que fazem com que a gente bata o pé no sofá no ritmo da musica sem perceber.
Valeu! Matei a saudade de um bom “faroeste”, de um bom “bang-bang”.

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