Crítica: Ao Vivo de Bagdá.
Por: Paulo Henrique Sernajoto
Direção: Mick Jackson
O filme é baseado no livro escrito pelo jornalista Robert Weiner e conta a saga de um produtor da então pequena CNN na cobertura dos fatos que antecederam o conflito armado entre EUA e Iraque. Julgo o filme como um daqueles obrigatórios para estudantes de Comunicação Social pois demonstra a paixão incondicional pela profissão relatada pela vontade e dever de informar mesmo pondo sua vida em risco.
Somos transportados à 1990, em Bagdá, meses antes dos EUA e Iraque entrarem em guerra. O clima tenso das declarações transmitidas pela imprensa era um presságio forte do conflito que viria e todas as redes de notícias estavam enviando correspondentes para o Iraque para cobrir todos os acontecimentos do fervilhado país. A CNN, na época, era tida como uma pequena rede e coube a Robert Weiner a empreitada de dirigir/produzir a equipe do canal nas coberturas no Iraque.
O filme tem um ritmo forte. Cenas bem filmadas numa ótima fotografia dirigida por Ivan Strasburg. O figurino nos coloca na época e local, muito bem feito e elaborado por Louise Frogley. Os efeitos especiais, no entanto, deixam a desejar na cena que marca o inicio do conflito armado, já quase no final do filme, onde os bombardeios começam em Bagdá. A Radium Inc. e a Spectrum Effects Inc. não conseguem, ao meu ver, exprimir com proximidade cenas de um verdadeiro conflito.
O roteiro, escrito por Robert Wiener, Richard Chapman, John Patrick Shanley e Timothy J. Sexton com base, como já dito, no livro de Robert Wiener homônimo ao filme, tem um excelente ritmo e muito bem escrito. Os diálogos entre Robert e o Ministro da Informação do Iraque são imperdíveis, recheados de guerra de nervos e trocas de benefícios numa briga psicológica incrível.
O diretor Mike Jackson consegue no filme transmitir em grande estilo e com um ritmo frenético a constante “briga” por notícias que norteiam os jornalistas. No filme ele retrata de forma esplendorosa o sentido de “amor à profissão” evidenciando as dificuldades por de traz da notícia. O ritmo acelerado elucida o trabalho constante de uma equipe na cobertura de noticias, e no caso, necessitando de material diariamente. Esse ritmo nos passa uma ideia da velocidade, da correria, do trabalho constante por de traz da notícia.
Como já disse, filme obrigatório para estudantes de Comunicação.
TraillerPor: Paulo Henrique Sernajoto
Direção: Mick Jackson
O filme é baseado no livro escrito pelo jornalista Robert Weiner e conta a saga de um produtor da então pequena CNN na cobertura dos fatos que antecederam o conflito armado entre EUA e Iraque. Julgo o filme como um daqueles obrigatórios para estudantes de Comunicação Social pois demonstra a paixão incondicional pela profissão relatada pela vontade e dever de informar mesmo pondo sua vida em risco.
Somos transportados à 1990, em Bagdá, meses antes dos EUA e Iraque entrarem em guerra. O clima tenso das declarações transmitidas pela imprensa era um presságio forte do conflito que viria e todas as redes de notícias estavam enviando correspondentes para o Iraque para cobrir todos os acontecimentos do fervilhado país. A CNN, na época, era tida como uma pequena rede e coube a Robert Weiner a empreitada de dirigir/produzir a equipe do canal nas coberturas no Iraque.
O filme tem um ritmo forte. Cenas bem filmadas numa ótima fotografia dirigida por Ivan Strasburg. O figurino nos coloca na época e local, muito bem feito e elaborado por Louise Frogley. Os efeitos especiais, no entanto, deixam a desejar na cena que marca o inicio do conflito armado, já quase no final do filme, onde os bombardeios começam em Bagdá. A Radium Inc. e a Spectrum Effects Inc. não conseguem, ao meu ver, exprimir com proximidade cenas de um verdadeiro conflito.
O roteiro, escrito por Robert Wiener, Richard Chapman, John Patrick Shanley e Timothy J. Sexton com base, como já dito, no livro de Robert Wiener homônimo ao filme, tem um excelente ritmo e muito bem escrito. Os diálogos entre Robert e o Ministro da Informação do Iraque são imperdíveis, recheados de guerra de nervos e trocas de benefícios numa briga psicológica incrível.
O diretor Mike Jackson consegue no filme transmitir em grande estilo e com um ritmo frenético a constante “briga” por notícias que norteiam os jornalistas. No filme ele retrata de forma esplendorosa o sentido de “amor à profissão” evidenciando as dificuldades por de traz da notícia. O ritmo acelerado elucida o trabalho constante de uma equipe na cobertura de noticias, e no caso, necessitando de material diariamente. Esse ritmo nos passa uma ideia da velocidade, da correria, do trabalho constante por de traz da notícia.
Como já disse, filme obrigatório para estudantes de Comunicação.
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